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quinta-feira, 30 de maio de 2019

Os excluídos e vencedores


Na língua inglesa existe uma palavra, melhor, uma expressão chamada "Outcast", para aqueles que não se enquadram em algum grupo social, os excluídos, os diferentes, os renegados.

Para descrever o Fortaleza podemos usar várias expressões, mas a que mais usamos é superação. O clube renasceu para brilhar após seus piores momentos. Foi assim nos anos 40, quando passou 7 anos sem títulos para ser campeão estadual invicto e do Nordeste em 1946.

Foi assim ao vencer o rival três vezes em uma semana em 1974, ou depois de quase nove anos montar uma esquadrão e ser bicampeão em 1982 e 1983. Ressurgiu das cinzas em 2000, superou apenas 2% de possibilidades em 2004, salvou-se de um provável rebaixamento em 2008, tornou um 4x1 em 4x4 e título. Viveu infernais oito anos na C, para no ano de maior desconfiança subir e em menos de duas temporadas conquistar a Série B e a Copa do Nordeste.

Porque o Fortaleza se supera tanto? De onde sai tanta resiliência para vencer tantos obstáculos em mais de 100 anos de história? Para saber vencer, é preciso primeiro saber perder e isso que traz tanta beleza e paixão neste clube.

Ao longo de sua história, seus principais heróis foram renegados, rebaixados, questionados e deram a volta por cima, criaram a mística daquelas camisas. Sapenha, por vinte anos titular do Fortaleza foi diversas vezes duvidado pelo gosto da vida boêmia, no fim de sua carreira foi titular do título estadual e regional, além do vice da Taça Brasil, em 1960.

O baixinho Clodoaldo, negado pelo rival pela estatura, virou um dos maiores jogadores de todos os tempos do nosso futebol. Mozart quase aposentado por lesão, ainda brilhou nos anos 60 pelo Leão do Pici. Denilson, Maizena, Daniel Frasson, onde alguns davam como acabados para o futebol, vitais na reconstrução do clube nos anos 2000.

Rinaldo, que chegou sem muito alarde, com certa desconfiança, foi herói tricolor e fez mais de 100 gols com essa camisa. Gustavo, criticado pela má fase antes do clube, voltou no Pici a ser Gustagol, artilheiro do Brasil.

E 2019 temos várias peças assim. Rogério Ceni, um dos maiores goleiros do país, demitido e diminuído pela direção do clube em que fez vida, como ele mesmo diz: "reviveu para o futebol" no Fortaleza. Marcelo Boeck, sobrevivente na Chapecoense, ídolo no Pici. Marcelo Paz, tão criticado como Diretor de Futebol, saiu abaixo de xingamentos de torcedores em 2016 após novamente não subirmos, se torna um dos maiores presidentes da história do clube. Romarinho, xingado, vendido, humilhado, hoje exaltado, guerreiro, nunca abaixou a cabeça.

Como esquecer da tão leal e fiel torcida? 8 anos sofrendo, mas nunca abandonando e a cada ano crescendo. Fez do seu purgatório aprendizado, viu do seu sofrimento uma prova de amor e unida colhe os frutos de sua paciência. Até onde vai o limite do Fortaleza dos renegados? Não sabemos, mas enquanto houver humildade, paixão e vontade de vencer, o céu será o limite.

Por Luca Laprovitera 

terça-feira, 23 de abril de 2019

O MOMENTO CHEGOU

(Foto: Leonardo Medeiros/Fortaleza EC)


Domingo começa a caminhada do Fortaleza na Série A. Será um choque de realidade, nos últimos 10 anos ao menos, o Leão entrava em campo quase sempre como favorito, ao menos em proximidade ou igualidade com seu adversário.

O torcedor agora terá de se acostumar com nova postura, com nova cobrança, com uma nova realidade e não será fácil. Desde que Jorge Mota foi eleito no fim de 2014, junto com Enio Mourão e Evangelista Torquato, foi-se levado um jovem chamado Marcelo Paz como Diretor de Futebol, a partir dali se dava seguinte, firme, em um planejamento de futebol que hoje vemos.
Em 2014, Marcelo Chamusca é contratado pelo Fortaleza. O clube traz nomes experientes como Corrêa e Marcelinho Paraíba, emergentes como Guto, fixa no time principal Walfrido e Edinho, mantém Robert e Waldison. Pela primeira vez vemos o 4-3-3/4-2-4 que hoje estamos acostumados.

Chamusca usava fortemente suas pontas com Edinho e Waldison, além de laterais fortemente ofensivos como Tiago Cametá e Fernandinho, um centroavante mais forte, brigador (e fazedor de gols), além de sempre ter volantes com boa saída. A mudança de Diretoria não mudou a ideia, tanto que Chamusca mesmo sem subir teve seu contrato renovado.

Porém, com proposta do Atlético-GO, o técnico acabou saindo antes mesmo do início da pré-temporada. Nedo Xavier, um técnico mais reativo assumiu. Foi recebendo nomes como Pio, Daniel Sobralense, Wanderson, Everton, Dudu Cearense, mas não conseguiu dar cara ao time, e Chamusca sem sucesso em Goiás, retornou.

O 4-1-4-1, que se tornava um 4-3-3/4-4-2 fez muito sucesso durante o primeiro semestre. Pio e Everton abertos, um volante de mais saída como Vinícius Hess e Corrêa de regista, armando o jogo a partir da defesa. Sobralense jogava mais recuado, como um meia central, muitas vezes na mesma linha de Hess para facilitar o jogo dos pontas, mas sacrificando o centroavante. O jogo mudou com a queda de rendimento de Pio, trazendo Sobralense para a direita, e trazendo Maranhão mais a frente, além de Auremir ganhar a vaga de Hess no meio.

Os times de Chamusca tinham como característica a posse de bola, as triangulações pelas pontas, o forte jogo aéreo nos cruzamentos de Corrêa, Pio e Everton, parece com algo que conhecemos hoje?

Outro ano sem subir e a diretoria aposta em Flávio Araújo. Técnico local, também sem característica de jogo mais "moderno", mas ofensivo, aposta em um meio-campo mais dinâmico e de posse com Corrêa, Dudu Cearense, Daniel Sobralense, Elias e Everton, com Felipe e Jean Mota nas laterais e experiente, mas ágil Anselmo de referência.

O time faz muitos gols, mas também sofre na recomposição e logo os problemas aparecem, forçando a busca por um volante. Com resultados irregulares, Marquinhos Santos chega ao Pici e logo dá nova cara ao time. Fecha um forte linha de 4 e usa o elenco de forma inteligente, defendendo com precisão e usando o meio-campo de ágil contra golpe com perigoso 4-1-4-1 defendendo, onde Juliano fazia frente a zaga, com Dudu Cearense e Jean Mota centralizados, Everton e Juninho nas pontas.

Atacando no 4-2-3-1, subindo Jean como um terceiro homem de meio-campo, tendo sempre opções como Pio, Corrêa e Daniel Sobralense. Com as saídas de Jean e Dudu, o time mudou de forma e de esquema. Corrêa e Daniel voltavam ao time titular. Sobralense se tornou um enganche, com o time defendendo no 4-4-2 e atacante no 4-2-4, com Sobralense na sobra de Anselmo, Juninho (e depois Rodrigo Andrade) e Everton nas pontas, além das chegadas fortes de Corrêa.

Marquinhos sai antes do mata-mata, Hemerson Maria assume e mantém tudo, mas não sobe. Terceiro ano sem subir, crise, eleições conturbadas, Marcelo Paz sai debaixo de críticas da Direção de Futebol, Enio Mourão assume e contratam César Sampaio como Executivo, além da manutenção de Maria no cargo de treinador.

Em 2017, o Fortaleza começa a montar um elenco mais reativo, de jogadores mais focado em um jogo de força do que de técnica. Mesmo assim, Maria fixa o 4-3-3 que nos seguiu por duas temporadas inteiras. Dois pontas velozes, dois volantes saindo pro jogo, um meia central para distribuição e recomposição, dois laterais com força física e presença de área.

Maria não atinge resultados e sai, César Sampaio pede demissão e Marcelo Paz volta ao posto de Diretor de Futebol, Marquinhos retorna, não consegue dar cara ao time e também sai. A Diretoria se desliga, Marcelo Paz assume com Marcello Desidério uma espécie de presidência interina até Luís Eduardo Girão assumir o cargo. Paz se torna o 1º vice.

Paulo Bonamigo chega para a Série C e mantém a forma de jogo. Para ganhar qualidade na saída de bola, improvisa Rodrigo Mancha na zaga, aposta em laterais altos como Felipe e Bruno Melo, no meio, 3 volantes, Pablo para fazer a troca com Felipe pela direita, algo que já acontecia no início do ano com Jefferson. Uchôa como primeiro homem para sair com a bola e Adenilson para maior criação.

O time tinha posse, mas não tinha criatividade, mas tinha ágil contra-golpe e assim fez ótimo primeiro turno. Porém ficou pragmático, quase se complica e Bonamigo cai faltando 3 rodadas para o fim da Primeira Fase. Vem Antônio Carlos Zago que faz apenas uma alteração, sai Adenilson e entra Leandro Lima. O time começa a rodar a bola, segurar o jogo, o 4-3-3 não se torna temeroso, mas eficaz, mesmo sem grandes finalizadores, o Fortaleza assim finalmente sobe.

Sem Zago que decidiu voltar para o Juventude, Paz agora presidente pela renúncia de LEG, mantém o plano de um time dinâmico, moderno, de posse e aposta alto, sem medo, e acerta com Rogério Ceni. O casamento é perfeito, mesmo demorando à engrenar.

O Fortaleza buscava a evolução desse tipo de jogo, buscou jogadores para uma Série B condizentes com essa característica, trouxe o técnico disponível no mercado com maior capacidade de introduzir. As mudanças físicas, táticas, ideológicas que eram pensadas e sonhadas desde 2015 finalmente vão saindo do papel.

O começa é difícil, Ceni demora a achar um esquema, testa 3 zagueiros, 3 volantes, mas é na variação do 4-3-3/4-5-1 que acha o time campeão da Série B de forma arrasadora. Em 2019, o time não demorou tanto a se achar, mas agora irá precisar se redescobrir.

Na Série A tem a missão de manter essa identidade de jogo de pé em pé, do toque de bola, da velocidade, mas com maior cuidado com a defesa, o 4-2-4 que vimos lá em 2014 e hoje voltou a evidência, não com um meia mais ofensivo como Marcelinho Paraíba que jogava como um segundo atacante, mas com Júnior Santos e sua velocidade auxiliado por pontas construtivos como Osvaldo e Edinho, ou até mesmo afrontosos como Marcinho, terá a opção mais a frente de um 9 mais fixo e guerreiro como Wellington Paulista ou veloz e infiltrador como Kieza.

As laterais continuam altas, ou com Tinga e o possível retorno de Bruno Melo, ou ao menos com a boa impulsão de Carlinhos. Os volantes que jogam de lateral e até ponta, sempre de boa saída como Felipe, Araruna, Gabriel Dias ou Paulo Roberto, até mesmo Dodô ou Marlon. A posse de bola de 60-70% não irá aparecer na boa maioria dos jogos, o time irá "sofrer" como dizemos no futebol.

De fato iremos ver um Fortaleza novo, mas que já vimos, uma repaginada do nosso velho conteúdo com o melhor escritor possível. Nas mãos de Ceni teremos uma nova obra, de velhas novidades, mas que encanta e que terá o compromisso de fazer orgulho, independente do resultado, desde que se jogue para cima, como Fortaleza, com raça, com a identidade que os mais velhos viam nos times dos anos 70 com Moésio Gomes em o quarteto de ouro, ou da Jangada Atômica de Ferdinando no início da década passada, mesmo que jogue se defendendo, jogando para frente, um time que não joga só com resultado e sim com ideias.

sexta-feira, 19 de abril de 2019

Um agradecimento pela luta dos últimos 10 anos. Time de guerreiros!


Sei que tem uma final pelo meio, mas é difícil não pensar no que vem pela frente, por tudo que passamos nesse caminho tortuoso, doloroso, longo, mas que nos tornou ainda mais apaixonados. 

Foram quase dez anos entre a primeira foto e o que vai acontecer no próximo dia 28 de abril. Foram exaustivos 3.445 dias passados, entre o desespero e o sonho. Em uma década que muitos pensavam que íamos apequenar, mas crescemos, renascemos das cinzas como uma Fênix, ave mitológica, que se não fosse o tão enraizado Leão, cairia como uma luva para representar o Fortaleza Esporte Clube. 

Hoje só quero fazer algo que queria fazer à um bom tempo. Gostaria apenas agradecer todos que fizeram parte disso. Podem pensar: "Agradecer? Tá louco!?". Talvez um pouco, ou talvez os anos que lá dentro passei me mostraram algo diferente do que como torcedor eu era acostumado. 

Desde cedo a imprensa nos vende o futebol como produto de mídia, cheio de heróis, vilões e claro, todos compramos a narrativa, afinal como não vilanizar aquele zagueiro que não subiu com o atacante adversário e nos custou o título? Ou o árbitro que não marcou o pênalti da classificação? Como não idolatrar o centroavante que fuzilou as redes para um heroico acesso? Como não? O futebol é cheio de céus e infernos. 

Com o tempo, vivendo esse clima você aprende que todo mundo ali é um herói. Cada atleta, cada funcionário tem sua história, cada um é herói dela. Lesões, perdas, abdicações, é a vida no futebol é dura e passa longe do glamour que é vendida. É uma vida onde se lida muito mas com o fracasso do que com a glória. Um ano de alegrias vai por água abaixo por conta de 1 segundo, de um passo em falso, um momento mal calculado. 

Nesse tempo mais de 200 jogadores vestiram a camisa tricolor. 25 treinadores sentaram no banco de reservas, entre oficiais e interinos, além de 8 presidentes. Nomes ilustres e imortais como Fernando Coração de Leão, Salvino, Manoelzinho, Raimundo Arraes, Dona Marizinha, Zé Candido Fontenele, Roberto Studart, Tia Mara, tantos outros apaixonados e ilustres tricolores nos deixaram nesse período e nos deixaram um bocado órfãos. 

Tanta coisa mudou, até mesmo nosso amor pelo Fortaleza. Mesmo em meio a tanto sofrimento, ele cresceu. Cresceu de uma forma que ninguém imaginava. Nossa torcida fiel ficou ainda mais, liderou médias de público, teve recorde de presença no país em mais de um ano. As belas festas ficaram profissionais e os mosaicos ficaram conhecidos mundo afora. O PV, nossa casa acabou ficando pequeno para o nosso tamanho. O Pici, nosso lar, deixou de ser estádio e está virando um Centro de Excelência. 

Evito dizer que fracassamos, apenas maturamos, criamos consciência e nutrimos nossa paixão para o momento certo. O tempo que se dizia perdido, aos poucos, com trabalho bem feito vem se recuperando, porque o futebol é assim, cíclico, de altos e baixos. Se um dia estivemos aquém, iremos além!

Por fim, gostaria apenas de agradecer cada torcedor, funcionário, atleta, dirigente, subindo ou não, tendo uma passagem marcante pela torcida ou apenas tendo o prazer de dividir por algum tempo esse amor conosco, cada um teve sua importância, cada um veio com desejo de subir, mas nem sempre é como queremos, tudo tem seu tempo. 

Muito obrigado pela luta, pela garra, nos desculpem pelas críticas, vaias, pelos xingamentos, por taxarem de vendidos ou fracados, ninguém nesse clube jamais será merecedor de alcunhas como essas últimas, viver o Fortaleza já te faz um vencedor, mas são dores de torcedor. Independe do que venha no Clássico, seja título ou não. De como jogaremos durante a Série A, já somos vencedores, e unidos vamos continuar mostrando isto à todos, só dependemos de nós!

Por Luca Laprovitera

quarta-feira, 8 de agosto de 2018

Paulo Isidoro no Fortaleza (2005/2007-2008/2010)




127 jogos
35 gols
Campeão Cearense em 2005, 2008 e 2010
Artilheiro do Campeonato Cearense de 2008 (14 gols)

NÚMEROS POR TEMPORADA

Campeonato Cearense 2005 - 5 jogos e 1 gol
Copa do Brasil 2005 - 1 jogo
Série A 2005 - 28 jogos e 1 gol
Série B 2007 - 13 jogos e 4 gols
Copa do Brasil 2008 - 4 jogos
Campeonato Cearense 2008 - 23 jogos e 14 gols
Série B 2008 - 15 jogos e 9 gols
Campeonato Cearense 2010 - 17 jogos e 5 gols
Copa do Brasil 2010 - 3 jogos
Série C 2010 - 8 jogos
Nordestão 2010 - 9 jogos e 1 gol
Fares Lopes 2010 - 1 jogo

Campeonato Cearense - 45 jogos e 20 gols
Copa do Brasil - 8 jogos
Série A - 28 jogos e 1 gol
Série B - 28 jogos e 13 gols
Série C - 8 jogos
Copa do Nordeste - 9 jogos e 1 gol
Copa Fares Lopes - 1 jogo

2005 - 34 jogos e 2 gols
2007 - 13 jogos e 4 gols
2008 - 42 jogos e 23 gols
2010 - 38 jogos e 6 gols

LISTA DE PARTIDAS DISPUTADAS PELO FORTALEZA


CAMPEONATO CEARENSE 2005 - 5 jogos e 1 gol
01) Fortaleza 1x0 Tiradentes (09/03/2005)
02) Fortaleza 3x0 Ceará (13/03/2005) - 1 gol
03) Fortaleza 2x1 Icasa (23/03/2005)
04) Fortaleza 3x3 Itapipoca (26/03/2005)
05) Icasa 3x1 Fortaleza (10/04/2005)

COPA DO BRASIL 2005 - 1 jogo
01) Ituano 2x0 Fortaleza (16/03/2005)

SÉRIE A 2005 - 28 jogos e 1 gol
01) Fortaleza 2x1 Ponte Preta (14/05/2005)
02) Fortaleza 2x0 Brasiliense (21/05/2005)
03) Internacional 1x0 Fortaleza (29/05/2005)
04) Paraná 3x0 Fortaleza (11/06/2005)
05) Fortaleza 2x1 Corinthians (03/07/2005)
06) Paysandu 1x2 Fortaleza (09/07/2005) - 1 gol
07) Palmeiras 1x2 Fortaleza (17/07/2005)
08) Fortaleza 1x4 Atlético-MG (20/07/2005)
09) Goiás 2x1 Fortaleza (23/07/2005)
10) Fortaleza 2x0 Juventude (27/07/2005)
11) Cruzeiro 3x0 Fortaleza (30/07/2005)
12) Fortaleza 5x2 Figueirense (04/08/2005)
13) São Paulo 3x2 Fortaleza (14/08/2005)
14) Coritiba 2x0 Fortaleza (25/08/2005)
15) Fortaleza 4x2 Vasco (28/08/2005)
16) Ponte Preta 2x1 Fortaleza (11/09/2005)
17) Brasiliense 0x2 Fortaleza (18/09/2005)
18) Fortaleza 1x4 Atlético-PR (05/10/2005)
19) Corinthians 3x0 Fortaleza (08/10/2005)
20) Atlético-MG 2x3 Fortaleza (26/10/2005)
21) Fortaleza 1x1 Goiás (29/10/2005)
22) Juventude 2x0 Fortaleza (02/11/2005)
23) Fortaleza 3x1 Cruzeiro (05/11/2005)
24) Figueirense 1x0 Fortaleza (12/11/2005)
25) Flamengo 3x0 Fortaleza (16/11/2005)
26) Fortaleza 5x1 Fluminense (20/11/2005)
27) Fortaleza 1x0 São Paulo (27/11/2005)
28) Botafogo 2x0 Fortaleza (04/12/2005)

SÉRIE B 2007 - 13 jogos e 4 gols
01) Fortaleza 2x0 Criciúma (22/09/2007) - 1 gol
02) Brasiliense 1x3 Fortaleza (29/09/2007) - 1 gol
03) Fortaleza 4x1 Coritiba (02/10/2007)
04) Avaí 0x2 Fortaleza (06/10/2007)
05) Ipatinga 1x1 Fortaleza (13/10/2007)
06) Fortaleza 2x1 Vitória (20/10/2007)
07) Ituano 1x0 Fortaleza (27/10/2007)
08) Santo André 1x1 Fortaleza (30/10/2007)
09) Fortaleza 2x0 Grêmio Barueri (03/11/2007)
10) Remo 3x2 Fortaleza (10/11/2007) - 1 gol
11) Fortaleza 0x1 São Caetano (13/11/2007)
12) Fortaleza 2x1 Paulista (17/11/2007)
13) Marília 1x2 Fortaleza (24/11/2007) - 1 gol

COPA DO BRASIL 2008 - 4 jogos
01) América-SE 0x0 Fortaleza (27/02/2008)
02) Fortaleza 4x0 América-SE (05/03/2008)
03) Fortaleza 1x2 Corinthians (19/03/2008)
04) Corinthians 2x0 Fortaleza (03/04/2008)

CAMPEONATO CEARENSE 2008 - 23 jogos e 14 gols
01) Boa Viagem 2x2 Fortaleza (12/01/2008) - 1 gol
02) Fortaleza 4x1 Itapipoca (16/01/2008)
03) Icasa 2x1 Fortaleza (20/01/2008)
04) Ferroviário 3x4 Fortaleza (23/01/2008)
05) Fortaleza 1x1 Ceará (27/01/2008) - 1 gol
06) Fortaleza 4x0 Horizonte (02/02/2008) - 2 gols
07) Fortaleza 1x3 Horizonte (08/02/2008)
08) Horizonte 1x3 Fortaleza (11/02/2008) - 3 gols
09) Icasa 2x1 Fortaleza (14/02/2008)
10) Fortaleza 1x1 Icasa (17/02/2008) - 1 gol
11) Fortaleza 1x1 Boa Viagem (21/02/2008)
12) Guarani de Juazeiro 1x1 Fortaleza (24/02/2008)
13) Fortaleza 3x1 Icasa (02/03/2008) - 2 gols
14) Ceará 1x3 Fortaleza (09/03/2008)
15) Fortaleza 5x1 Quixadá (15/03/2008) - 1 gol
16) Fortaleza 3x1 Ferroviário (23/03/2008)
17) Fortaleza 3x0 Uniclinic (26/03/2008)
18) Fortaleza 1x0 Ferroviário (06/04/2008)
19) Ferroviário 0x0 Fortaleza (12/04/2008)
20) Fortaleza 3x1 Horizonte (20/04/2008) - 1 gol
21) Horizonte 1x0 Fortaleza (27/04/2008)
22) Icasa 0x2 Fortaleza (01/05/2008) - 1 gol
23) Fortaleza 4x2 Icasa (04/05/2008) - 1 gol

SÉRIE B 2008 - 15 jogos e 9 gols
01) Bahia 1x1 Fortaleza (10/05/2008)
02) Fortaleza 4x1 Paraná (17/05/2008) - 2 gols
03) Fortaleza 5x1 Gama (23/05/2008) - 3 gols
04) Corinthians 2x0 Fortaleza (31/05/2008)
05) Fortaleza 2x2 Avaí (06/06/2008)
06) Juventude 1x1 Fortaleza (10/06/2008)
07) Criciúma 2x1 Fortaleza (20/06/2008)
08) Fortaleza 0x3 Ponte Preta (19/07/2008)
09) CRB 0x3 Fortaleza (22/07/2008)
10) Marília 4x2 Fortaleza (25/07/2008) - 1 gol
11) Fortaleza 2x0 Santo André (29/07/2008) - 1 gol
12) São Caetano 3x1 Fortaleza (05/08/2008)
13) Fortaleza 2x1 Grêmio Barueri (09/08/2008)
13) Fortaleza 1x2 Bragantino (12/08/2008) - 1 gol
14) Brasiliense 0x0 Fortaleza (16/08/2008)
15) Fortaleza 5x1 Bahia (23/08/2008) - 1 gol

CAMPEONATO CEARENSE 2010 - 17 jogos e 5 gols
01) Fortaleza 2x0 Horizonte (27/01/2010)
02) Ceará 0x0 Fortaleza (31/01/2010)
03) Guarani de Juazeiro 2x1 Fortaleza (03/02/2010)
04) Fortaleza 3x2 Ferroviário (06/02/2010)
05) Fortaleza 3x1 Boa Viagem (13/02/2010)
06) Itapipoca 0x4 Fortaleza (17/02/2010)
07) Ferroviário 1x2 Fortaleza (21/02/2010)
08) Fortaleza 4x4 Guarany de Sobral (28/02/2010)
09) Fortaleza 3x4 Guarany de Sobral (05/03/2010)
10) Fortaleza 3x1 Crato (07/03/2010) - 1 gol
11) Quixadá 0x2 Fortaleza (10/03/2010) - 1 gol
12) Fortaleza 1x3 Ceará (21/03/2010) - 1gol
13) Fortaleza 2x1 Guarani de Juazeiro (25/03/2010) - 1 gol
14) Ferroviário 1x1 Fortaleza (28/03/2010)
15) Fortaleza 0x0 Itapipoca (07/04/2010)
16) Fortaleza 1x0 Ceará (25/04/2010) - 1 gol
17) Ceará 2x1 Fortaleza (02/05/2010)

COPA DO BRASIL 2010 - 3 jogos
01) Tigres do Brasil 2x2 Fortaleza (10/02/2010)
02) Fortaleza 3x2 Tigres do Brasil (24/02/2010)
03) Fortaleza 2x0 Guarani (17/03/2010)

SÉRIE C 2010 - 8 jogos
01) Fortaleza 0x0 Águia de Marabá (18/07/2010)
02) Rio Branco-AC 0x0 Fortaleza (26/07/2010)
03) São Raimundo-PA 2x3 Fortaleza (29/07/2010)
04) Fortaleza 1x1 Paysandu (07/08/2010)
05) Paysandu 1x1 Fortaleza (22/08/2010)
06) Fortaleza 2x1 São Raimundo-PA (29/08/2010)
07) Fortaleza 1x1 Rio Branco-AC (11/09/2010)
08) Águia de Marabá 1x1 Fortaleza (19/09/2010)

COPA DO NORDESTE 2010 - 9 jogos e 1 gol
01) Fortaleza 2x2 Santa Cruz (09/06/2010)
02) Botafogo-PB 0x1 Fortaleza (13/06/2010)
03) Fortaleza 2x0 Vitória (24/06/2010)
04) Fortaleza 0x2 Ceará (30/06/2010)
05) Náutico 4x1 Fortaleza (04/07/2010)
06) Fortaleza 0x1 Treze (07/07/2010)
07) Bahia 1x0 Fortaleza (03/08/2010)
08) Fortaleza 0x1 Confiança (18/08/2010)
09) Fluminense de Feira-BA 0x1 Fortaleza (12/10/2010) - 1 gol

COPA FARES LOPES 2010 - 1 jogo
01) Fortaleza 1x1 Ferroviário (05/09/2010)

segunda-feira, 15 de maio de 2017

O Fortaleza de Bonamigo contra o Remo

Rodrigo Mancha marcando o remista Danilinho
(Foto: Diário do Pará)
Sem Zé Carlos que rescindiu contrato e sem Lúcio Flávio que voltava de lesão, a grande dúvida da última semana era quem iria jogar no ataque do Fortaleza na partida de ontem contra o Remo. Mesmo com Gabriel Pereira e Vinícius Baiano no elenco, durante toda a semana, Bonamigo treinou em duas formações sem utilizar os garotos, o 4-4-2 com Leandro Lima e Cássio Ortega, e um 4-1-4-1 com Leandro Lima centralizado.

Equipe que começou a partida
E foi com o 4-1-4-1 que Bonamigo foi ao jogo. Se aproveitando do desentrosamento da equipe remista, a equipe do Leão do Pici povoou o meio-campo, usou Leandro Lima na frente por ser um atleta que segura e distribui melhor o jogo, mas também faltou um jogo mais incisivo pelas pontas.

De um lado Felipe e Pablo, do outro Bruno Melo e Éverton, mesmo com Adenilson tentando criar algo, faltou um jogador de frente, um atleta que tivesse ou abrisse condições para finalizar. A única chance real nasceu de um erro da zaga remista em chute por cima de Bruno Melo. Apesar do domínio de posse de bola, um controle de jogo, o Fortaleza jamais ofereceu perigo verdadeiro ao gol da equipe paraense.

No intervalo, Bonamigo tira Leandro Lima e colocou o estreante Hiago. A mudança afetou o time que perdeu a referência no setor final de campo, já que Hiago prefere jogar pelos lados e de frente para o gol. Mesmo assim, o Fortaleza conseguia manter a posse e o controle, até parecia que iria crescer no jogo com jogadas de velocidade pela ponta esquerda, com o trio Adenilson-Bruno Melo-Éverton, mas foi com a substituição do primeiro que tudo mudou.

Adenilson pediu para sair e em seu lugar entrou Cássio Ortega, mudando a formatação da equipe aos 20 minutos do 2º tempo. O 4-1-4-1 deu lugar ao 4-4-2 e a mudança foi decisiva na partida.

Equipe que terminou a partida
Com a saída de Adenilson, Rodrigo Mancha subiu para cobrir o meio-campo, variando com Uchôa na parte central. Pablo e Éverton (Wesley entrou em seguida) começaram a cobrir a faixa central, cobrindo as subidas dos dois laterais, ou indo até o fundo, deixando Felipe e Bruno Melo na cobertura intermediária.

A mudança foi crucial, sem Adenilson, um erro no triângulo defensivo direito onde Felipe e Rodrigo Mancha não chegaram a tempo abriu para Heitor que furou, dando espaço para Edgar avançar e sofrer pênalti de Ligger. Na cobrança, Nino Guerreiro bateu forte e marcou o gol do jogo.

Sem Adenilson, o time perdeu criatividade e mesmo com domínio não conseguia criar. Talvez o treinador pudesse ter centralizado Éverton e aberto algum atleta ao lado esquerdo, mantendo certa criatividade no meio e o jogo incisivo pelas pontas, mas como tinha deixado claro na coletiva de sexta de manhã, iria testar também o 4-4-2 durante o jogo, com duas linhas fixas na defesa e central, e dois jogadores na frente, esperando uma infiltração que não aconteceu. Por fim, Éverton que poderia ter sido centralizado para tentar algo diferente foi substituído por Wesley que não teve muito tempo de encaixar muita coisa diferente na equipe.

Bonamigo fez o que podia com as peças que tinha, mas pecou porque ainda não conhece 100% do seu elenco, algo normal para uma estreia. Para o torcedor que conhece bem seu grupo, fica evidenciada a falta de peças e a necessidade urgente de contratações já que o Fortaleza entra em campo no início da noite desta sexta-feira (19), contra o perigoso Botafogo-PB, em partida que até o momento está marcado para o Castelão.

quinta-feira, 27 de abril de 2017

Fortaleza e dias de especulação

Atacante Zé Carlos pode estar de saída

Em tempos de bola parada, a fofoca anda dobrada no Pici. Lista de dispensas, novos contratados, até mesmo o Conselho Gestor fazem parte dos noticiários sobre o Tricolor de Aço. Tentando ajudar a clarear todas as ideias, vamos fazer um levantamento geral dos assuntos mais comentados sobre o Fortaleza nos últimos dias.

A mais forte de todas é sobre o atacante Zé Carlos, de 34 anos. O jogador estaria sendo desligado do clube, mas até na tarde de ontem, Zé do Gol estava fazendo tratamento normalmente no Departamento Médico do clube, o jogador informou em conversa informal que não estava sabendo de sua saída. 

Outro assunto comentado é a lista de dispensas, dois jogadores já não fazem mais parte do elenco, são os laterais-esquerdos Allan Vieira e Bruninho. De acordo com o Diretor de Futebol Marcelo Paz, outros jogadores devem estar de saída do clube como o zagueiro Gabriel Teixeira, o volante Willian Schuster, os meias Cássio Ortega, Esquerdinha e Rodrigo Andrade, e o atacante Juninho Potiguar devem se desligar do Leão nos próximos dias. O lateral-direito Eduardo que veio por empréstimo do Coritiba e o meia Patuta podem estar se transferindo para o Guarany de Sobral para a disputa da Série D do Campeonato Brasileiro, e também não devem continuar no elenco.

Sobre as chegadas, apenas o meio-campista Adenilson, de 25 anos, está certo com o Tricolor para o restante da temporada 2017. O treinador Marquinhos Santos indicou inicialmente cinco nomes para a diretoria, o lateral-esquerdo Júlio César do Vasco da Gama-RJ, os meias Eduardo Ramos do Remo-PA e Serginho do Santo André-SP, e os atacante Fabinho Alves do Joinville-SC e Leilson do Guarani de Juazeiro-CE. 

Júlio César teve seu contrato renovado, o que deve dificultar sua vinda. O meia Eduardo Ramos está em análise, assim como o meia Serginho que está atuando pelo Santo André-SP na final do Campeonato do Interior Paulista e pertence ao Santos-SP, e o atacante Fabinho Alves teve sua saída vetada pelo Joinville. O atacante Leilson ainda está no mercado já que sua transferência para o Santa Cruz-PE ainda não foi concretizada. 

O zagueiro Erandir também está muito próximo de um acerto e está o fim do Cearense para assinar com o Fortaleza. Outros que podem estar retornando são o zagueiro Lima que está no Ituano-SP e o volante Pio que jogou o Campeonato Paulista pela Linense-SP. Pio é o mais próximo de assinatura e já se encontra na capital cearense onde passa férias, já o zagueiro Lima tem outras propostas, como a do América-MG e irá conversar após a final do Campeonato Paulista do Interior onde o Ituano disputa contra o Santo André.

O meia Rogerinho também é assunto no Parque dos Campeonatos. O jogador passou pelo clube em 2008 e se transferiu para o futebol asiático. Atualmente atua pelo Buriram United da Tailândia e demonstrou interesse de retornar ao Fortaleza. Porém, o jogador caso contratado, só deverá chegar ao Tricolor em junho, quando se abre a janela de transferências internacionais.

Outro assunto que chamou atenção foi o do Grupo Gestor que deverá se juntar ao Presidente da Diretoria Executiva Jorge Mota para gerir o clube e ajudar no aporte financeiro. Dois nomes serão apresentados hoje, de acordo com o Presidente do Conselho Deliberativo Marcelo Desidério, até ontem a tarde um conselheiro já havia aceitado o desafio. O Grupo Gestor será apresentado e votado na noite desta quinta-feira (27), em reunião do Conselho Deliberativo.

terça-feira, 18 de abril de 2017

Fortaleza sem casa para jogar

Arena Castelão é o principal palco futebolístico do estado. (Foto: O Povo)
O Fortaleza Esporte Clube foi informado pela Arena Castelão que sua estreia em casa no Campeonato Brasileiro da Série C de 2017 não poderá mais realizar a partida no dia 20 de maio. O confronto contra o Botafogo-PB será válido pela 2ª rodada da competição e terá que mudar de local ou data por conta da festa de música sertaneja Festeja Fortaleza que será realizada na Arena no dia da partida.

É importante lembrar que o calendário da temporada 2017 foi divulgada pela CBF em Novembro do ano passado (Veja Aqui) e a tabela básica da competição que colocava a partida nesse fim de semana foi divulgada no dia 22 de fevereiro (Veja Aqui), enquanto o Festeja Fortaleza começou a ser divulgado na metade de março.

Apesar de ser importante a manutenção da Arena e realização de eventos para a saúde financeira do estádio, esses eventos jamais devem ser prioritários as partidas de futebol dos clubes locais que durante toda temporada mantém o local em atividade.

Com a festa acontecendo, está sendo analisada a proposta de antecipação ou adiamento de 1 dia da partida, já que não pode ser no mesmo dia. Caso não seja aceita, ou a Arena não conceda condições para o jogo, Fortaleza e Botafogo-PB terá que ser disputado em outro local.

OUTRAS OPÇÕES
Estádio Presidente Vargas ainda está sem laudos.
(Foto: O Povo)
Ainda sem laudos, o estádio Presidente Vargas é um difícil opção. A Prefeitura de Fortaleza não dá nenhum sinal de quando o segundo principal palco do futebol alencarino estará liberado, tornando difícil a realização de Fortaleza e Botafogo-PB no local.

A estranheza fica já que no fim de julho passado, a Seleção Brasileira feminina de futebol realizou um amistoso no estádio e novembro o Ceará Caçadores, time de futebol americano mandava jogos abertos ao público por lá.


Estádio Alcides Santos/Pici, sede do Fortaleza
(Foto: Kid Júnior/Diário do Nordeste)
Outra opção poderia ser a casa do Fortaleza, o estádio Alcides Santos, popularmente conhecido como Pici. Palco da primeira partida da final da Taça dos Campeões Cearenses de 2016, o último jogo com portões abertos de maneira oficial do estádio desde o dia 24 de maio de 2014, quando Fortaleza e CRB-AL empataram em 0x0 pela 5ª rodada da Série C daquele ano.

Ultimamente sem condições até de receber os treinos da equipe profissional por conta do desgaste do gramado após as chuvas, o Pici é uma opção quase que 100% descartada, já que também não conta com os laudos de em dia para a realização de partidas.

Estádio Domingão, em Horizonte, plano B do Fortaleza.
(Foto: Roberto Leite/GloboEsporte.com)
O mais provável acaba sendo o estádio Domingão, na cidade de Horizonte que fica à 40 km de Fortaleza. O estádio já foi palco de algumas partidas do Tricolor de Aço na Série B entre 2008 e 2009, e nessa temporada sediou partidas do Uniclinic na Copa do Brasil e na Copa do Nordeste.

O que pesa contra o local é a distância e o horário do jogo, 19:30, em um sábado, o que afastaria totalmente um bom público. No fim, o Fortaleza e seus torcedores são os maiores prejudicados, uma dor de cabeça a mais em tempos tão difíceis.

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Precisa mesmo mudar o regulamento da Série C?

(Foto: Bruno Gomes / Agência Diário)
Eu sou daqueles a favor de mudar o regulamento da Série C, não vou mentir que sou fã dos pontos corridos e para mim seria o mais justo, mas se os clubes não se organizam para tornar viável esse sistema, que pelo menos se organizem para tornar o mata-mata mais justo.

Eliminado pela terceira vez em quatro anos nas quartas-de-final, o Fortaleza iniciou uma campanha para mudança do regulamento e como os pontos corridos não será viável ainda para o biênio de 2016-2017, o clube junto com a Federação Cearense de Futebol e agora apoiados pela Federação Paraibana de Futebol querem trazer o mata-mata tendo as quartas disputadas não entre os grupos A e B e sim por equipes do mesmo lado na chave, uma verdadeira vergonha.

Nos dois outros anos que o Fortaleza passou em primeiro (2012 e 2014), ele teria enfrentado o Paysandu que teria sido o quarto lugar, curiosamente, se fosse pelos resultados da Primeira Fase, o Leão avançaria, mas em ambas as oportunidades, o time cearense foi eliminado nas quartas enquanto o Paysandu conseguiu o acesso nas duas vezes. Nesse ano, o Fortaleza teria enfrentado o Confiança-SE e se fosse pelos resultados da Primeira Fase, quem subiria seria a equipe sergipana.

Os times do Grupo A, até esse ano tinham melhor retrospecto frente aos times do Grupo B no mata-mata. Em 2012, cada grupo subiu duas equipes, a final acabou dando o título do lado B (Oeste) em cima do Icasa. Em 2013, três times do Grupo A avançaram ao acesso e a final foi justamente entre equipes desse grupo, com o Santa Cruz-PE sendo campeão em cima do Sampaio Corrêa-MA. Em 2014, duas de cada lado final ganha pelo Macaé-RJ do grupo B em cima do Paysandu do A. Nesse ano, o inverso de 2013, três do Grupo B e apenas um do Grupo A, por enquanto o Londrina (do B) está na frente na final, venceu por 1x0 em casa o Vila Nova-GO.

Com todo respeito, mas o Fortaleza não subiu sempre por puro incompetência, apesar de eu ver que em 2012, o Oeste realmente foi melhor, não vencer o Macaé e o Brasil de Pelotas em casa com 60 mil pessoas no estádio foi culpa unicamente do elenco tricolor, culpar o regulamento poderia apenas contra o Macaé, mas assinou o regulamento não adianta chorar, se sabia que corria o risco, perdeu por falta de competência.

O Fortaleza vai perdendo sua simpatia e identidade, vai ganhando fama de "chorão" por conta disso e a diretoria ao invés de se preocupar com regulamentos ridículos como esse, deveria consertar o que deveria (como melhorar as vantagens de quem tem melhor campanha) e montar o time de qualidade. Quem muito desvia atenção, não mostra o que realmente deveria.