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sábado, 28 de novembro de 2015

Copa do Brasil começa a tomar forma


Copa do Brasil ainda não tem datas e já tem a forma definida, dos 86 clubes que irão jogar a competição em 2016, 82 já são conhecidos, outro terá vaga confirmada amanhã e até o próximo domingo (06/12) com o fim da Série A já teremos todos os classificados. A primeira mudança vem com Santa Catarina tomando uma vaga do Paraná via ranking da CBF. 

Amanhã Guarany de Sobral-CE e Guarani de Juazeiro-CE se enfrentam pela final da Copa Fares Lopes. O Guarany joga em casa, no estádio do Junco e quem vencer levará o título, o empate leva a disputa para os pênaltis. O campeão terá a terceira vaga do Ceará. Outros duas Copas estaduais já tiveram campeões, mas ainda falta a escolhe. Na Copa Rio deu Resende e na Copa Paulista deu Linense, mas os dois tem a escolha de jogar ou a Copa do Brasil ou a Série D em 2016, caso não escolhem, Portuguesa do Rio-RJ e Ituano-SP recebem as vagas. 

Assim faltam duas vagas que serão dadas por quem ficar nas primeiras posições do Campeonato Brasileiro e o resultado da Copa do Brasil. Cinco equipes lutam por duas vagas que vão de acordo com qual estadual ou estaduais abrirão vaga. Os times que podem ganhar os lugares são: Botafogo-SP, Red Bull Brasil-SP, Villa Nova-MG ou Ypiranga de Erechim-RS. As dez vagas pelo Ranking da CBF já foram decididas e se classificaram: Atlético Goianiense-GO, Atlético Paranaense-PR, Avaí-SC, Bragantino-SP, Criciúma-SC, Náutico-PE, Portuguesa-SP, Paraná Clube-PR Sport Recife-PE e Vitória-BA. Confira como estão distribuídas por estado as vagas garantidas: 

ACRE - Galvez e Rio Branco
ALAGOAS - ASA, Coruripe e CRB
AMAPÁ - Santos
AMAZONAS - Nacional e Princesa do Solimões
BAHIA - Bahia, Fluminense de Feira, Vitória e Vitória da Conquista
CEARÁ - Ceará e Fortaleza
DISTRITO FEDERAL - Brasília e Gama
ESPÍRITO SANTO - Rio Branco
GOIÁS - Aparecidense, Atlético Goianiense, Goiás e Goianésia
MARANHÃO - Imperatriz e Sampaio Corrêa
MATO GROSSO - Cuiabá, Luverdense e Operário
MATO GROSSO DO SUL - Comercial e Ivinhema
MINAS GERAIS - América Mineiro, Atlético Mineiro, Caldense, Cruzeiro e Tombense
PARÁ - Independente, Parauapebas e Remo
PARAÍBA - Botafogo e Campinense
PARANÁ - Atlético Paranaense, Coritiba, Londrina, Operário Ferroviário e Paraná Clube
PERNAMBUCO - Náutico, Salgueiro, Sport Recife e Santa Cruz
PIAUÍ - Parnahyba e Ríver
RIO DE JANEIRO - Botafogo, Flamengo, Fluminense e Vasco da Gama
RIO GRANDE DO NORTE - ABC, América de Natal e Globo
RIO GRANDE DO SUL - Brasil de Pelotas, Grêmio, Juventude, Lajeadense e Internacional
RONDÔNIA - Gênus Rondoniense
RORAIMA - Náutico
SANTA CATARINA - Avaí, Chapecoense, Criciúma, Figueirense, Inter de Lages e Joinville
SÃO PAULO - Bragantino, Corinthians, Ferroviária, Ponte Preta, Portuguesa, São Paulo, Santos e Palmeiras
SERGIPE - Confiança e Estanciano
TOCANTINS - Tocantinópolis

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

10 partidas decepcionantes da Seleção


Primeiramente, nessa lista só colocarei jogos aos quais eu assisti. Em segundo lugar, não vou colocar jogo de Copa do Mundo, ou seja, isso mesmo, 7x1 está fora. Vou relembrar dez partidas ao longo dos anos, em que o Brasil vinha com pompa total e foi uma decepção só. Minha motivação é relembrar que como diria Galvão Bueno: "O futebol é uma caixinha de surpresas" e mesmo nos anos que achamos maravilhosos, tinha dor também.

-Brasil 2x4 Noruega (Amistoso em 1997)

Eram doze jogos de invencibilidade, a Noruega ainda era uma Seleção onde a maioria dos seus jogadores eram desconhecidos, o mais Solksjaer não havia sido convocado por contusão. Pelo lado brasileiro uma constelação com Taffarel, Cafu, Roberto Carlos, Mauro Silva, Dunga, Djalminha, Leonardo, Ronaldo e Romário. Em campo? Show e consagração de Tore Andre Flo que marcou duas vezes se aproveitando do posicionamento ruim da dupla Célio Silva e Márcio Santos.

-Brasil 0x0 Jamaica (Copa Ouro de 1998)

O Brasil era o atual campeão do mundo, tinha massacrado todo mundo na Copa América e Copa das Confederações. A Jamaica que se preparava para a Copa do Mundo tinha tomado várias surras em uma excursão aqui no país, apanhando de Flamengo, Corinthians e Coritiba. O Brasil alinha com Taffarel; Zé Maria, Jr. Baiano, Gonçalves e Júnior; Mauro Silva, Flávio Conceição, Zinho e Denílson; Romário e Edmundo, o que acontece com um timaço desses? 0x0, isso mesmo, nenhum gol marcado por um ataque formado por Romário e Edmundo.

-Brasil 1x1 Guatemala (Copa Ouro de 1998)

Para quem pensou que a Jamaica foi um acidente, no jogo seguinte, mesmo time, só sai Júnior Baiano que havia sido expulso e entra César Belli. O Brasil até sai na frente, mas Juan Carlos Plata arranja um empate. O resultado complicou muito o time de Zagallo que ainda ficou em terceiro lugar na competição, bem aquém para um time com Romário e Edmundo na frente, nomes como Mauro Silva, Flávio Conceição, Zinho, Élber no elenco.

-Chile 3x0 Brasil (Eliminatórias da Copa em 2000)

Perder para o Chile fora era normal, o jeito que foi era o problema. O jogo que deu início ao processo de demissão de Wanderley Luxemburgo veio quinze dias depois de Vampeta comandar um 3x1 sobre a Argentina no Morumbi. Sem Ronaldo contundido, o Brasil foi para o Chile com Ricardinho, Alex, Rivaldo e Amoroso na linha de frente. Atrás Dida; Evanilson, Zago, Edmilson e Serginho, Emerson e Marcos Assunção protegiam a defesa. Resultado? O último grande show da dupla Salas-Zamorano e uma goleada que todos preferem esquecer.

Brasil 0x1 Austrália (Copa das Confederações de 2001)

O torneio em si foi uma decepção só. Sem grandes estrelas, o Brasil até fez um bom jogo na semifinal ao perder por 2x1 para a França. Contra a Austrália que não era nenhuma boba, tinha nomes como o goleiro Schwarzer, Tony Vidmar, Tony Popovic, Skoko, Mark Bresciano e Scott Chipperfield que jogavam com certo destaque em algumas ligas europeias, mas estava sem seus destaques Mark Viduka e Harry Kewell. Do lado do Brasil, uma Seleção C, mesmo com nomes como Dida, Edmilson e Vampeta que foram pentacampeões, o time ainda era formado por Carlos Miguel, Ramón, Magno Alves e Washington, o resultado, um decepcionante 1x0 para a Austrália que demitiu Emerson Leão.

Brasil 0x2 Honduras (Copa América de 2001)

Lembro até hoje do Jardel entrando e torcendo em vão pelo gol dele. Talvez o maior desastre da Seleção Brasileira pré-7x1, esse Brasil e Honduras foi algo inacreditável. Os hondurenhos ainda ficaram em terceiro lugar, do time nacional, alguns como Marcos, Belletti e Denílson ficaram para serem penta no ano seguinte, alguns outros como Alex, Jardel, Juan e Juninho Pernambucano foram esquecidos por Scolari.

-Brasil 0x1 Paraguai (Amistoso em 2002)

Despedida de Felipão da Seleção Brasileira, a equipe voltava ao país depois de ser pentacampeã um pouco menos de dois meses antes. Os mesmos 23 entravam em campo no Castelão para celebrar o título, mas um chute de longe de Nelson Cuevas (que depois jogou no Santos) calou o estádio em Fortaleza. No chopp do penta, teve água paraguaia e esse, eu vi in loco.

-Brasil 2x2 Turquia (Copa das Confederações de 2003)

Carlos Alberto Parreira resolveu testar certos garotos na Seleção e usou o torneio como chance. Nomes como Gil, Ilan e Adriano 'Imperador' foram convocados. Junto com eles, os pentacampeões Dida, Lúcio, Kléberson, Ronaldinho e Ricardinho. Um grupo mediano com Camarões, Estados Unidos e Turquia era considerado tranquilo, mas depois de perder pros africanos por 1x0 com gol de Eto'o e vencer só por 1x0 os americanos com gol de Adriano, a Turquia era o adversário. Jogo difícil e pela primeira (e única vez) vi o Brasil ser eliminado logo na Primeira Fase de uma competição, algo inimaginável para época.

-Brasil 0x2 Venezuela (Amistoso em 2008)

Esse eu nunca vou esquecer. Brasil e Venezuela era sempre certeza de goleada e para quem viu o chapéu de Ronaldinho Gaúcho em 1999, ver esse 2x0 em menos de uma década depois foi simplesmente surpreendente. Tudo bem, foi uma das piores equipes que Dunga já colocou em campo: Doni; Daniel Alves, Luisão, Henrique e Gilberto; Gilberto Silva, Elano e Anderson; Alexandre Pato, Adriano e Robinho, mas era suficiente para bater a vinotinto. Nada disso, perdeu e ainda tomou um baile em campo.

Brasil 0x0 Paraguai - 0x2 (Copa América de 2011)

Diferente da Copa América em 2015, a de 2011 todos chegavam com esperança na Seleção. Apesar de uma Primeira Fase difícil, a equipe parecia ter engrenado depois de enfiar 4x2 no Equador. Nomes de confiança do torcedor brasileiro na época como Júlio César, Maicon, Lúcio, Thiago Silva e Robinho davam experiência ao time. Na frente, nomes promissores como Ganso, Pato e Neymar pareciam encantar a torcida, mas o resultado foi decepcionante. 0x0 contra o Paraguai, e o gol nem nos pênaltis saiu, com a Seleção perdendo incrivelmente suas quatro cobranças e perdendo por 2x0.

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Precisa mesmo mudar o regulamento da Série C?

(Foto: Bruno Gomes / Agência Diário)
Eu sou daqueles a favor de mudar o regulamento da Série C, não vou mentir que sou fã dos pontos corridos e para mim seria o mais justo, mas se os clubes não se organizam para tornar viável esse sistema, que pelo menos se organizem para tornar o mata-mata mais justo.

Eliminado pela terceira vez em quatro anos nas quartas-de-final, o Fortaleza iniciou uma campanha para mudança do regulamento e como os pontos corridos não será viável ainda para o biênio de 2016-2017, o clube junto com a Federação Cearense de Futebol e agora apoiados pela Federação Paraibana de Futebol querem trazer o mata-mata tendo as quartas disputadas não entre os grupos A e B e sim por equipes do mesmo lado na chave, uma verdadeira vergonha.

Nos dois outros anos que o Fortaleza passou em primeiro (2012 e 2014), ele teria enfrentado o Paysandu que teria sido o quarto lugar, curiosamente, se fosse pelos resultados da Primeira Fase, o Leão avançaria, mas em ambas as oportunidades, o time cearense foi eliminado nas quartas enquanto o Paysandu conseguiu o acesso nas duas vezes. Nesse ano, o Fortaleza teria enfrentado o Confiança-SE e se fosse pelos resultados da Primeira Fase, quem subiria seria a equipe sergipana.

Os times do Grupo A, até esse ano tinham melhor retrospecto frente aos times do Grupo B no mata-mata. Em 2012, cada grupo subiu duas equipes, a final acabou dando o título do lado B (Oeste) em cima do Icasa. Em 2013, três times do Grupo A avançaram ao acesso e a final foi justamente entre equipes desse grupo, com o Santa Cruz-PE sendo campeão em cima do Sampaio Corrêa-MA. Em 2014, duas de cada lado final ganha pelo Macaé-RJ do grupo B em cima do Paysandu do A. Nesse ano, o inverso de 2013, três do Grupo B e apenas um do Grupo A, por enquanto o Londrina (do B) está na frente na final, venceu por 1x0 em casa o Vila Nova-GO.

Com todo respeito, mas o Fortaleza não subiu sempre por puro incompetência, apesar de eu ver que em 2012, o Oeste realmente foi melhor, não vencer o Macaé e o Brasil de Pelotas em casa com 60 mil pessoas no estádio foi culpa unicamente do elenco tricolor, culpar o regulamento poderia apenas contra o Macaé, mas assinou o regulamento não adianta chorar, se sabia que corria o risco, perdeu por falta de competência.

O Fortaleza vai perdendo sua simpatia e identidade, vai ganhando fama de "chorão" por conta disso e a diretoria ao invés de se preocupar com regulamentos ridículos como esse, deveria consertar o que deveria (como melhorar as vantagens de quem tem melhor campanha) e montar o time de qualidade. Quem muito desvia atenção, não mostra o que realmente deveria.

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

O futebol brasileiro e sua falsa regionalização



Maior campeão do Amazonas, Nacional foi o último clube
não paraense a jogar a Série A pela região Norte em 1986
O futebol brasileiro nunca foi regionalizado, em 1971, das vinte equipes participantes, apenas quatro não eram originárias do Sul-Sudeste e entre as restantes, nenhuma era do Norte ou do Centro-Oeste. A região Norte só foi participar na edição seguinte com o Nacional-AM, já a Centro-Oeste apenas em 1973, com o Campeonato Brasileiro inchado com quarenta equipes na disputa. 

Quando começaram os pontos corridos em 2003 até a edição desse ano, 39 equipes jogaram o Brasileirão e delas, apenas doze não são do Sul-Sudeste. Entre essas equipes, três são do Centro-Oeste (Brasiliense-DF, Goiás-GO e Atlético-GO), uma do Norte (Paysandu-PA) e oito do Nordeste (Ceará-CE, Fortaleza-CE, América-RN, Santa Cruz-PE, Náutico-PE, Sport-PE, Bahia-BA e Vitória-BA). No total contraponto temos o estado de São Paulo, que sozinho teve dez equipes na elite desde então, sendo representados por Corinthians, São Paulo, Palmeiras, Portuguesa, Santos, São Caetano, Santo André, Guarani, Ponte Preta e Grêmio Barueri. Esse ano tivemos um recorde negativo, apenas duas equipes de fora da região Sul e Sudeste, Sport-PE e Goiás-GO, respectivamente, estão atuando na Série A, enquanto estados sem muita representatividade futebolística como Santa Catarina tiveram quatro clubes (Joinville, Avaí, Figueirense e Chapecoense) o representando.

A presença dos torcedores conhecidos por 'mistos', que torcem para os times do G12 em detrimento dos clubes locais ou da região, ou até pelos dois conta muito. No Centro-Oeste, fora o estado de Goiás, estados como Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, além do Distrito Federal, torcedores locais sequer apoiam para os clubes de suas cidades, o que dificulta muito ascensão dessas equipes que sem público, patrocínio, visibilidade e apoio, sobrevivem apenas no estadual em maioria, sem almejar grandes feitos nos torneios nacionais. O Centro-Oeste só teve alguma de suas equipes entre os quatro do Brasileirão, apenas duas vezes, com o Operário-MT em 1977 e o Goiás em 2005, ambos em terceiro. Já o Norte que já chega a dez anos sem um clube sequer na elite do futebol nacional, com o rebaixamento do Paysandu em 2005, se vê completamente dependente do Pará para ter alguma visibilidade. Foi com o Nacional-AM, a última participação de um clube do Norte que não era originário do Pará, no distante ano de 1986, com os torneios ainda regionalizados. 

O Nordeste é o mais tradicional entre as 'regiões pequenas', mas desde o título do Bahia em 1988, viu apenas o Vitória duas vezes entre os quatro, sendo vice em 1993 passando por grupos regionais e nas semifinais em 1999 caindo para o Atlético-MG. Para piorar, desde 2009, pelo menos um nordestino está entre os quatro rebaixados. Nesse século, ou seja, de 2001 até hoje, em apenas quatro edições não houve um nordestino rebaixado, juntando com a já permanência do Sport-PE nesse ano. Dos 9 clubes nas três divisões que já subiram, apenas três não são do Sul-Sudeste, o Remo-PA, Ríver-PI na D e o Vila Nova-GO na C. Nesse momento a dupla Ba-Vi está aumentando a conta para cinco dos doze, mas apenas o Botafogo-RJ foi garantido entre os acessos da B.

Como mudar isso? É difícil, os clubes do Sul-Sudeste tem mais força pelo poderio econômico e desenvolvimento social de suas regiões, as empresas locais abraçam as equipes das cidades, coisa que pouco acontece nas demais regiões. Com o avanço dessas equipes, a torcida local normalmente abraça a equipe da cidade em detrimento das de fora, mesmo muitas vezes tendo um time maior também como primeira ou segunda. Estados como Minas Gerais, Paraná e Santa Catarina, mesmo tendo muitos 'mistos', os clubes de fora são segunda opção nas cidades que possuem futebol mais tradicional e desenvolvido, as torcidas dessas cidades apoiam mais seus clubes.

A CBF tem culpa nisso, as cotas irreais de televisão, a falta de visibilidade e organização das Séries menores, o abandono das federações estaduais, tudo isso acabou a "pseudo-regionalização" do futebol nacional, se é que algum dia existiu. Não entendam errado, Norte, Nordeste e Centro-Oeste não irão rivalizar com Corinthians, Flamengo, São Paulo, Cruzeiro, Inter e etc, mas é importante ver ações para pelo menos vermos uma melhor distribuição regional no futebol nacional.