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terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Boleiro Nostalgia: Grégory Coupet

Grégory Coupet não é lá tão lembrado pela maioria, nem na Seleção Francesa teve uma grande história por ter sido da mesma época que Fabien Barthez, mesmo sendo melhor goleiro. Mas para os que acompanharam a 'Liga Gourmet' nos anos 2000 e o Lyon, viram um dos melhores goleiros da década passada. Subestimado e esquecido por nunca ter jogado em um clube de ponta na Europa, é junto com Juninho Pernambucano, um dos maiores jogadores da história do clube.

Revelado em 1993, pelo tradicional Saint-Étienne, só foi estrear no profissionais no dia 26 de Março de 1994 em vitória por 2x0 em cima do Angers pela Ligue 1. Na temporada seguinte assumiu a titularidade da equipe, onde salvou a equipe do rebaixamento. Porém, na temporada 1995-1996, não deu pra Coupet fazer muita coisa e foi rebaixado com equipe que fora dona da pior defesa. Na temporada seguinte, o Saint-Étienne fazia uma campanha irregular na Ligue 2, mas o destino do jovem goleiro iria mudar. No início de 1997, o emergente contrata o goleiro que virou lenda.

No Lyon, Coupet chegou a uma Seleção Francesa, onde disputou duas Copas do Mundo, duas Euros e duas Copas das Confederações, sendo titular apenas na Euro de 2008. Pelo clube conquistou catorze títulos em onze anos vestindo a camisa 1, virou o maior goleiro da história do Lyon. Após a titularidade na Euro, foi contratado pelo Atlético de Madrid. Já experiente, acabou indo pro banco do já firmado goleiro argentino Léo Franco. Coupet mal jogou, e acabou saindo para o Paris Saint-Germain ao fim da temporada.

Com uma grave contusão no tornozelo, Coupet não jogou tanto quanto se esperava e acabou se aposentando ao fim da temporada de 2011. Grégory Coupet é mais um dos casos de que jogar em grandes clubes faz diferença, depois de uma brilhante e vencedora carreira na França, é um dos goleiros menos lembrados de sua geração.

Títulos:
Campeonato Francês: 2001-2002, 2002-2003, 2003-2004, 2004-2005, 2005-2006, 2006-2007 e 2007-2008 (Lyon)
Troféu dos Campeões: 2003, 2004, 2005, 2007 e 2008 (Lyon)
Copa da Liga: 2000-2001 (Lyon)
Copa da França: 2007-2008 (Lyon) e 2009-2010 (Paris Saint-Germain)
Copa das Confederações: 2001 e 2003 (Seleção Francesa)
Seleção da Ligue 1: 2002-2003, 2003-2004, 2004-2005 e 2005-2006
Melhor Goleiro do Ano na Ligue 1: 2002-2003, 2003-2004, 2004-2005 e 2005-2006

Saint-Étienne-FRA (1993-1997): 101 jogos e 0 gol
Lyon-FRA (1997-2008): 574 jogos e 0 gol
Atlético de Madrid (2008-2009): 11 jogos e 0 gol
Paris Saint-Germain-FRA (2009-2011): 45 jogos e 0 gol
Seleção Francesa (2001-2008): 34 jogos e 0 gol

Total: 765 jogos e 0 gol

domingo, 24 de janeiro de 2016

Boleiro Nostalgia: Raí

Raí foi daqueles jogadores que ficou famoso entre os que gostavam e não gostavam de futebol. Para os apreciadores do esporte bretão, um grande meio-campista, de muita inteligência e bastante técnico. Para os que não eram muito fãs do futebol, alguns o admiravam porque sempre foi considerado bonitão, outros simplesmente por ser irmão de Sócrates, mas mesmo tendo um irmão tão grande pro esporte, o ex-meia conseguiu sair desvencilhar do irmão e ter uma grande e própria carreira.

Natural de Ribeirão Preto, no interior paulista. Foi no Botafogo, clube da cidade que começou nos profissionais em 1984. Ficou por lá até 1986, quando foi emprestado para a Ponte Preta para a disputa do Brasileirão. Retornou ao Botafogo em 1987, e suas boas atuações no Paulistão onde comandou a equipe ao 2º lugar da Primeira Fase, o levaram à Seleção Brasileira para jogar a Copa América e quase foi contratado pelo Corinthians, mas foi para disputar a Copa União (Campeonato Brasileiro de 1987) que Raí foi parar n São Paulo.

No tricolor paulista, o meio-campo jogou por 6 anos, conquistando praticamente tudo e sendo atrás apenas de Rogério Ceni, o principal jogador da história do São Paulo. Até sair pro PSG da França no meio de 1993, Raí venceu três Paulistões, um Brasileiro, duas Libertadores e uma Intercontinental. No futebol francês foi ídolo, levou o Paris Saint-Germain a diversos títulos. Mas para a Seleção Brasileira, sua história terminou depois da participação ruim na Copa do Mundo de 1994, mesmo iniciando o torneio com a camisa 10, titularidade e como capitão, perdeu a vaga no time nas Oitavas-de-Final e marcou apenas um gol, de pênalti, em cinco jogos disputados. Depois disso, só retornou a jogar pela Canarinha em 1998, em jogo amistoso contra a Argentina no Maracanã, em partida que Cláudio López acabou com o jogo, e o artigo sobre ele que você lê aqui.

Depois do sucesso na França, foi hora de voltar ao São Paulo. A estréia, na grande final do Campeonato Paulista de 1998 contra o Corinthians. O Timão havia vencido o primeiro jogo por 2x1. Ao lado de Denílson e França, Raí marcou um gol de cabeça e garantiu o título tricolor ao vencerem por 3x1. Sua passagem final pelo São Paulo foi marcada por algumas contusões, aposentando em 2000, depois da derrota pro Sport Recife no Almeidão, em João Pessoa, pelas semifinais da Copa dos Campeões daquele ano.

Títulos:
Campeonato Paulista: 1989, 1991, 1992, 1998 e 2000 (São Paulo)
Campeonato Brasileiro: 1991 (São Paulo)
Copa Libertadores da América: 1992 e 1993 (São Paulo)
Copa Intercontinental: 1992 (São Paulo)
Copa do Mundo: 1994 (Seleção Brasileira)
Campeonato Francês: 1993-1994 (Paris Saint-Germain)
Copa da Liga Francesa: 1994-1995 (Paris Saint-Germain)
Copa da França: 1994-1995 e 1997-1998 (Paris Saint-Germain)
Supercopa da França: 1995 (Paris Saint-Germain)
Recopa Européia: 1995-1996 (Paris Saint-Germain)
Bola de Prata 1989
Artilheiro do Campeonato Paulista de 1991
Meio-campista da "Equipe Ideal" Brasileira do Estadão de 1992
Melhor jogador da Copa Intercontinental de 1992
Melhor jogador Sul-Americano de 1992
Equipe Européia do Ano da ESM de 1995-1996
Prêmio Laureus "Sport for Good" de 2012

Botafogo-SP (1984-1987): 38 jogos e 10 gols
Ponte Preta-SP (1986): 28 jogos e 10 gols
São Paulo-SP (1987-1993): 393 jogos e 128 gols
Paris Saint-Germain-FRA (1993-1998): 217 jogos e 74 gols
São Paulo-SP (1998-2000): 24 jogos e 3 gols
Seleção Brasileira: (1987-1998): 51 jogos e 17 gols

Total: 751 jogos e 242 gols

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Boleiro Nostalgia: Gheorghe Hagi

Algoz dos argentinos na Copa de 1994, Gheorghe Hagi é conhecido em seu país como "Maradona dos Cárpatos" em alusão ao seu estilo de jogo ser parecido com o do ex-meia do Boca. Maior jogador da história da Romênia, foram dezessete anos jogando pela Seleção Romena, jogando três Copas e três Euros conseguindo o melhor resultado da equipe dos balcãs na história, sendo o segundo jogador que mais vestiu a camisa da Seleção e o maior artilheiro de sempre ao lado do atacante Adrian Mutu.

Hagi tinha apenas 17 anos, quando o modesto Farul Constanta o lançou entre os profissionais em 1982. Ao Fim do torneio, o clube foi o lanterna com muita distância para os demais, mas o jovem meia tinha aberto os olhos dos outros clubes romenos. Na temporada seguinte, o Sportul Bucareste era o destino do jogador que em três temporadas foi duas vezes artilheiro do Campeonato Romeno e levou a equipe à três Copas da UEFA seguidas. Na metade da temporada 1986-1987, foi a vez de ir para a maior equipe do país fazer história, Hagi chegava ao Steaua Bucareste.

Foram seis títulos em três temporadas e meia, além de um vice-campeonato europeu, sendo massacrado pelo Milan na final da Copa Européia em 1989. Seu destaque na Copa de 90 e em suas temporadas anteriores, o levaram ao todo poderoso Real Madrid. Nos merengues, uma vida social conturbada, atuações irregulares e o relacionamento ruim com pessoas do clube, levaram em duas temporadas a sua venda ao modesto Brescia na Itália. No país da bota, na primeira temporada vieram boas atuações e poucos gols, o suficiente para rebaixar a sua equipe para a Serie B. Na temporada seguinte, Hagi teve muito destaque e carregou o Brescia de volta a elite italiana.

Devido a uma incrível Copa, o meia foi parar o Barcelona em 1994. Na Catalunha, Hagi nunca se firmou como titular e não deixou muitas saudades, até em 1996 ser transferido para o Galatasaray da Turquia, onde viraria uma lenda. No clube turco, foram cinco temporadas inesquecíveis, ganhando dez taças e coroando a brilhante carreira de Hagi. Apesar de ter sido um cracaço, jamais consegui repetir seu destaque de pequenos centros nas grandes ligas europeias. Rápido, habilidoso e mortal, Hagi era o típico jogador que dava dor de cabeça para qualquer adversário.

Títulos:
Campeonato Romeno: 1986-1987, 1987-1988 e 1988-1989 (Steaua Bucareste)
Copa da Romênia: 1986-1987 e 1988-1989 (Steaua Bucareste)
Supercopa Europeia: 1986 (Steaua Bucareste) e 2000 (Galatasaray)
Supercopa da Espanha: 1990 (Real Madrid) e 1994 (Barcelona)
Torneio Anglo-Italiano: 1993-1994 (Brescia)
Campeonato Turco: 1996-1997, 1997-1998, 1998-1999 e 1999-2000 (Galatasaray)
Copa da Turquia: 1998-1999 e 1999-2000 (Galatasaray)
Supercopa Turca: 1996 e 1997 (Galatasaray)
Copa da UEFA: 1999-2000 (Galatasaray)
Artilheiro do Campeonato Romeno: 1984-1985 e 1985-1986
Artilheiro da Supercopa Europeia: 1986
Artilheiro da Copa Europeia: 1987-1988
Jogador Romeno do Ano: 1985, 1987, 1993, 1994, 1997, 1999 e 2000
Seleção da Copa do Mundo: 1994
Prêmio Jubileu da UEFA: 2003
FIFA 100: 2004
100 Maiores Jogadores do Século 20 pela World Soccer

Farul Constanta-ROM (1982-1983): 18 jogos e 7 gols
Sportul Bucareste-ROM (1983-1987): 118 jogos e 62 gols
Steaua Bucareste-ROM (1987-1990): 118 jogos e 88 gols
Real Madrid-ESP (1990-1992): 84 jogos e 20 gols
Brescia-ITA (1992-1994): 61 jogos e 14 gols
Barcelona-ESP (1994-1996): 51 jogos e 11 gols
Galatasaray-TUR (1996-2001): 192 jogos e 73 gols
Romênia (1983-2000): 124 jogos e 35 gols
Total: 766 jogos e 310 gols

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Boleiro Nostalgia: Landon Donovan

Donovan em ação pela Seleção Americana
Donovan começou a aparecer para o futebol em 1999. Foi no Mundial Sub-17 daquele ano, que com três gols e ótimas partidas, comandou os americanos ao quarto lugar do torneio e levou a Bola de Ouro do torneio. Na época, treinando na IMG Academy, foi levado ao futebol alemão no Bayer Leverkusen.

Com 17 anos, já era titular do Bayer Leverkusen II que jogava a Regionaliga (Terceira Divisão Alemã) e marcou seis gols na temporada inicial. Quando 2000-2001 chegou, Donovan não teve muitas chances, e no início de 2001, foi emprestado ao San Jose Earthquakes. O empréstimo durou até 2004, conquistando diversos prêmios individuais e duas Major League Soccer pela equipe. Voltou para a Alemanha em 2005 e depois de poucos meses jogando pelo Leverkusen, sem oportunidades, foi negociado de volta aos EUA, agora com o Los Angeles Galaxy, onde faria história.

Na Califórnia foram dez temporadas e quatro títulos da Major League Soccer, mais uma infinidade de prêmios individuais, virou o maior artilheiro da história do LA Galaxy, e jogou ao lado de estrelas de David Beckham e Robbie Keane. Durante seu período no maior clube dos Estados Unidos, Donovan foi emprestado três vezes para manter a forma enquanto a temporada não se iniciava. A primeira em 2009 para o Bayern de Munique. Em três meses pela Liga Alemã, mal jogou e não deixou saudades. Em 2010 e em 2012, foi para o Everton da Inglaterra se destacando em ambas, principalmente na primeira. Conseguindo inclusive sair com dois prêmios de Jogador do mês do Everton por duas oportunidades.

Apesar de tudo, seu destaque veio mesmo na Seleção Americana. Jogador com mais partidas e gols da Seleção Sub-17, jogou seis Copas Ouro, vencendo quatro delas, sendo três vezes artilheiro e uma vez MVP, é o maior artilheiro da competição de forma geral e o jogador que mais vezes foi campeão do torneio. Foram duas Copas das Confederações, sendo vice-campeão em 2009, marcando gol na final contra o Brasil, e em Copas do Mundo foram mais três participações. A primeira em 2002, foi eleito o melhor jogador jovem, comandou os EUA até às quartas-de-final, esteve na Seleção da Copa e marcou 2 gols. A segunda em 2006, passou sem destaque, eliminado na Primeira Fase e sem gols marcados. Já na terceira e última em 2010, foram três gols, um deles histórico no último minuto contra a Argélia que levou os americanos até as Oitavas-de-final, virando o maior artilheiro americano em Copas do Mundo, com cinco gols.

Donovan se aposentou no fim de 2014, sua despedida foi em grande estilo. Nela foi campeão pela sexta vez da MLS e mesmo sem marcar gols na final, foi um dos melhores em campo. Landon tinha apenas 32 anos quando parou, mas seu legado para o esporte na terra do Tio Sam é inegável e gigante.

Títulos:
MLS Cup: 2001, 2003 (San Jose Earthquakes), 2005, 2011, 2012 e 2014 (Los Angeles Galaxy)
Supporters' Child: 2010 e 2011 (Los Angeles Galaxy)
US Open Cup: 2005 (Los Angeles Galaxy)
Copa Ouro: 2002, 2005, 2007 e 2013 (Estados Unidos)
Atleta de Futebol Jovem do Ano nos EUA: 2000
Atleta de Futebol do Ano nos EUA: 2003, 2004, 2009 e 2010
Jogador do Ano Honda: 2002, 2003, 2004, 2007, 2008, 2009 e 2010
Bola de Ouro do Campeonato Mundial Sub-17: 1999
Melhor Jogador Jovem da Copa do Mundo: 2002
Seleção da Copa do Mundo: 2002
Seleção da Copa Ouro: 2002, 2003, 2005 e 2013
MVP da Copa Ouro: 2013
Artilheiro da Copa Ouro: 2003, 2005 e 2013
Jogador do Mês do Everton: Janeiro de 2010 e Janeiro de 2012.
Melhor Onze da História da Major League Soccer
MVP da Major League Soccer: 2009
Maior artilheiro da história da Major League Soccer
Seleção da Major League Soccer: 2003, 2008, 2009, 2010, 2011, 2012 e 2014
MVP da MLS Cup: 2003 e 2011
MVP do All-Star Game da MLS: 2001 e 2014
Chuteira de Ouro da MLS: 2008
Chuteira de Prata da MLS: 2010
Gol do Ano da MLS: 2009

Bayer Leverkusen II-ALE (1999-2000): 21 jogos e 6 gols
San Jose Earthquakes-EUA (2001-2004): 109 jogos e 43 gols
Bayern Leverkusen (2005): 9 jogos e 0 gol
Los Angeles Galaxy-EUA: (2005-2008): 111 jogos e 62 gols
Bayern de Munique-ALE (2009): 7 jogos e 0 gol
Los Angeles Galaxy-EUA (2009): 29 jogos e 15 gols
Everton-ING (2010): 13 jogos e 2 gols
Los Angeles Galaxy-EUA (2010-2011): 63 jogos e 23 gols
Everton-ING (2012): 9 jogos e 0 gol
Los Angeles Galaxy-EUA (2012-2014): 98 jogos e 35 gols
Estados Unidos (2000-2014): 157 jogos e 57 gols
Total: 623 jogos e 242 gols

domingo, 20 de dezembro de 2015

Boleiro Nostalgia: Marcelo Salas

Salas comemorando gol pelo Chile
Era véspera de Natal de 1974 na cidade de Temuco no Chile. Poucos sabiam no momento, mas naquele 24 de Dezembro, uma das maiores lendas do futebol daquele país nascia. José Marcelo Salas Melinao, que seria conhecido por toda vida como Marcelo Salas, começou a carreira quase vinte anos mais tarde, em 1993, com 19 anos pelo Universidad de Chile. Com menos de um ano como profissional, logo estreou pela Seleção Chilena, foi em Santiago em um 3x3 contra a Argentina de Maradona, Batistuta e cia que ele marcou seu primeiro jogo e gol por sua seleção, ali o mito dava seus primeiros passos.

Ficaria até o meio de 1996 pelo Universidad, sendo bi-campeão nacional. Chegou ao River Plate como uma grande promessa e não fez feio, logo na primeira temporada comandou o time argentino ao título da Supercopa em cima do São Paulo, sendo o vice-artilheiro e marcando os dois gols na final no Monumental de Nuñez. 1997, foi o seu ano, conquistou naquele ano o Apertura e o Clausura do Argentino, sendo eleito o melhor jogador do ano na Argentina, sendo apenas um dos cinco a ganharem na história, e o prêmio de melhor jogador Sul-Americano do ano. Ao lado de Iván Zamorano, fez um atacante mortal nas Eliminatórias, sendo o vice-artilheiro com 11 gols em 12 jogos, atrás apenas do companheiro de ataque e levando a sua Seleção de volta a Copa do Mundo depois de três edições fora.

Na Copa do Mundo, Salas marcou 4 gols em 4 jogos e foi Bola de Bronze do torneio, tamanho destaque o levou até a Lazio da Itália. Formou ataque ao lado de estrelas do futebol mundial como Christian Vieri, Cláudio López, Roberto Mancini, ganhando seis títulos em três temporadas, mas foi também na Lazio que vieram as primeiras contusões. Foi contratado pela Juventus em 2001 e por lá as contusões foram um problema para Salas, em duas temporadas pouco jogou, mas conseguiu ser campeão da Serie A italiana e da Supercopa da Itália. Com três anos de contrato, foi em seu ano final de contrato emprestado ao River Plate onde fez história. Apesar dos problemas físicos, foi contratado em definitivo ao fim do seu primeiro ano. Na segunda passagem, foi sempre reserva de jovens atacantes, era uma espécie de amuleto e mesmo assim mantinha uma bela média de gols. Em 2005, voltou para o clube que o revelou, o Universidad de Chile. Foram quatro temporadas, muitos gols e nenhum títulos, mas o suficiente para colocar de vez o atacante no coração de sua equipe formadora.

Títulos:
Campeonato Chileno: 1994 e 1995 (Universidad de Chile)
Campeonato Argentino - Apertura: 1997 (River Plate)
Campeonato Argentino - Clausura: 1997 e 2004 (River Plate)
Supercopa Sul-Americana: 1997 (River Plate)
Supercopa Italiana: 1998, 2000 (Lazio) e 2002 (Juventus)
Copa Itália: 1998-1999 (Lazio)
Recopa Européia: 1998-1999 (Lazio)
Supercopa Européia: 1999 (Lazio)
Campeonato Italiano: 1999-2000 (Lazio) e 2002-2003 (Juventus)
Chuteira de Bronze da Copa do Mundo de 1998

Universidad de Chile-CHI (1993-1996): 126 jogos e 76 gols
River Plate-ARG (1996-1998): 67 jogos e 31 gols
Lazio-ITA (1998-2001): 117 jogos e 48 gols
Juventus-ITA (2001-2003): 26 jogos e 4 gols
River Plate-ARG (2003-2005): 43 jogos e 17 gols
Universidad de Chile-CHI (2005-2009): 82 jogos e 37 gols
Chile (1994-2007): 70 jogos e 37 gols
Total: 532 jogos e 250 gols


quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Boleiro Nostalgia: Claudio López

Claudio López na jogada do gol contra o Brasil
em amistoso no Maracanã em 1998
Despedida de Raí da Seleção, o Brasil treinado por Zagallo leva a campo um esquadrão com Ronaldo, Romário, Cafu, Roberto Carlos, Leonardo e outros. O clássico estádio brasileiro lota em animação pela fase da Seleção que um mês antes tinha batido a poderosa Alemanha em Stuttgart, e tinha ganho dois dos últimos três torneios oficiais que tinha disputado, com goleadas nas finais. Do outro lado a Seleção Argentina do polêmico técnico Daniel Passarella e do atacante Gabriel Batistuta. Jogo bom, disputado, até que um traiçoeiro e desconhecido atacante que jogava no Valência da Espanha entorta todo o lado direito do Brasil e marca um belo gol. Seu apelido era "Piojo" em seu país natal e dali pela frente, se prestaria mais atenção em Claudio López, veloz ponta argentino.

Revelado em 1992 pelo Racing, o jogador não era de fazer muitos gols, tanto que em seus três primeiros anos tinha marcado modestos 7 gols em 81 partidas. Mesmo assim, suas jogadas rápidas pelas pontas chamavam atenção e em sua última temporada marcaria 18 gols, levando o Racing ao vice-campeonato do Clausura. As boas atuações levaram ao Valência em 1996. Novamente, uma primeira temporada modesta e com poucos gols, 5 em 40 jogos, mas dali pra frente, Piojo desencantaria pela equipe espanhola. Depois caiu nas graças da torcida, sempre sendo o destaque da equipe que disputava as cabeças da Liga das Estrelas. Conquistou pelo alvinegro a Copa do Rei em 1999, marcando dois gols na vitória por 3x0 em cima do Atlético de Madrid e a Supercopa Espanhola ainda 1999, marcando o gol da vitória por 1x0 em cima do Barcelona no primeiro jogo. Chegou em 2000 para jogar na Lazio. Logo de cara, marcou dois gols na vitória por 4x3 na Supercopa Italiana sobre a Inter de Milão. Durante quatro temporadas, López sofreu com diversas contusões, saindo em 2004 para o América do México depois de conquistar uma Copa da Itália.

No México fez um histórico trio de ataque, com Cuauhtémoc Blanco e Kléber Pereira. Em duas temporadas e meia ganhou uma Copa dos Campeões da CONCACAF, uma Copa dos Campeões do México e Torneio Clausura onde marcou duas vezes na final contra o Tecos, vencida por 6x3. Voltou ao Racing em 2007, mas com problemas físicos visíveis, Piojo era apenas opção de banco, e em um ano e meio, marcou gols importantes, mas o alto preço fez o clube abrir mão de seu ídolo.

Em 2008, López foi para a Major League Soccer, jogar no modesto Kansas City Wizards. A passagem foi boa, conquistando em seu primeiro ano, um prêmio de jogador da semana e no segundo ano, dois prêmios de gol da semana. Apesar de suas boas atuações, o Kansas City só alcançou nesses dois anos, uma semifinal de conferência. Em 2010, López foi para o Colorado Rapids, mas sua forma física já era péssima e apesar do título da MLS Cup, o argentino não marcou nenhum gol nas 14 participações pela equipe. Rápido e liso, Piojo era difícil de se marcar, além de ser muito decisivo, jogadores com suas características de jogo e psicológicas são importantes em qualquer equipe.

Títulos:
Copa Intertoto da UEFA 1998 (Valência)
Copa do Rei 1998-1999 (Valência)
Supercopa da Espanha 1999 (Valência)
Supercopa Italiana 2000 (Lazio)
Copa da Itália 2003-2004 (Lazio)
Campeonato México - Torneio Clausura 2005 (América)
Campeonato dos Campeões Mexicanos 2004-2005 (América)
Copa dos Campeões da CONCACAF 2005-2006 (América)
Conferência Leste da Major League Soccer 2010 (Colorado Rapids)
MLS Cup 2010 (Colorado Rapids)

Racing Club-ARG (1992-1996): 128 jogos e 30 gols
Valência-ESP (1996-2000): 157 jogos e 74 gols
Lazio-ITA (2000-2004): 141 jogos e 40 gols
América-MEX (2004-2006): 87 jogos e 27 gols
Racing Club-ARG (2007-2008): 34 jogos e 10 gols
Kansas City Wizards-EUA (2008-2010): 65 jogos e 15 gols
Colorado Rapids-EUA (2010): 14 jogos e 0 gol
Argentina (1995-2003): 55 jogos e 10 gols

Total: 687 jogos e 208 gols

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Boleiro Nostalgia: Tore Andre Flo

Tore Andre Flo driblando Jr. Baiano
na vitória da Noruega sobre o Brasil na Copa de 98
Quem cresceu nos anos 90, antes de temer Zinedine Zidane, temia esse cara contra o Brasil, atacante alto, com pinta de desajeitado, mas mortal, o norueguês foi o responsável pela única derrota do Brasil com a dupla de ataque Ro-Ro, seu nome era Tore Andre Flo.

Flo foi revelado em 93 pelo modesto Sogndal, em sua temporada de estreia levou seu clube ao título do Grupo B da Primeira Divisão (Segundona), na temporada seguinte, a sua primeira na Tipppeligaen, não conseguiu salvar seu time, mas suas atuações destacas o levaram Tromsø em 95. Em apenas uma temporada, marcou 18 gols na Liga Norueguesa e com isso vieram suas primeiras convocações a seleção nacional, com o destaque, ele viria a jogar pelo Brann.

O destaque veio no dia 30 de Maio de 1997, o Brasil de Taffarel, Cafu, Roberto Carlos, Mauro Silva, Dunga, Leonardo, Djalminha, Ronaldo e Romário, o estrelado de Zagallo que depois atropelaria todos ganhando sem sustos a Copa América e a Copa das Confederações seria atropelado pelos noruegueses em Oslo, Flo marcaria duas vezes e causaria calafrios aos brasileiros. Seu destaque o levaria ao emergente Chelsea, onde conquistou diversos títulos com a Copa da Inglaterra e a Copa da Liga, a Supercopa Inglesa e a Européia, fora a Recopa Européia. Mesmo sem nunca ter sido titular absoluto por disputar posição com nomes como Casighari, Zola, Mark Hughes, George Weah, Flo mantinha boas médias de gols e jogos em campo.

Em 1998, mais uma vez foi destaque, comandando a virada da Noruega contra o Brasil na Copa do Mundo, marcando um golaço no empate e sofrendo o penalti da virada minutos depois, Flo foi eleito naquele ano o melhor jogador norueguês. Em 2001, foi brilhar no Rangers, ao lado de quarteto ofensivo formado por Brian Laudrup, Claudio Cannigia e Shota Arveladze, foi campeão da Copa da Escócia e da Copa da Liga Escocesa pelo Rangers. No início da temporada 2002-2003 saiu para o Sunderland e começou a rodar sem sucesso, passando por Siena, Valerenga, Leeds United e Milton Keynes Dons onde se aposentou pela primeira vez em 2009. Voltou ao clube que o revelou, o Sogndal, em 2011, mas em duas temporadas jogou poucos e sem destaque até se aposentar em definitivo em 2012.

Flo foi um carrasco temido pelos brasileiros nos anos 90, deixa Junior Baiano e Márcio Santos com pesadelos até hoje e Taffarel pula só de ouvir seu nome. Foi um atacante competente, é ao lado de Solskjaer o quinto maior artilheiro de sua seleção, jogou além da Copa de 98, a Euro de 2000, nessa sem marcar gols, marcou 215 gols na carreira, mas os três em cima da Seleção Brasileira sempre terão um gostinho especial.


Títulos:
Copa da Liga Inglesa: 1997-1998 (Chelsea)
Recopa Européia: 1997-1998 (Chelsea)
Supercopa da UEFA: 1998 (Chelsea)
Copa da Inglaterra: 1999-2000 (Chelsea)

Supercopa da Inglaterra: 2000 (Chelsea)
Copa da Escócia: 2001-2002 (Rangers)
Copa da Liga Escocesa: 2001-2002 (Rangers)

Kniksen do Ano: 1998 

Songdal-NOR (1993-1994): 44 jogos e 21 gols
Tromso-NOR (1995): 30 jogos e 22 gols
Brann-NOR (1996-1997): 48 jogos e 30 gols
Chelsea-ING (1997-2000): 163 jogos e 50 gols
Rangers-ESC (2001-2002): 66 jogos e 35 gols
Sunderland-ING (2002-2003): 32 jogos e 6 gols
Siena-ITA (2003-2005): 63 jogos e 13 gols
Valerenga-NOR (2005-2006): 24 jogos e 4 gols
Leeds United-ING (2007-2008): 24 jogos e 4 gols
MK Dons-ING (2008-2009): 11 jogos e 0 gol

Songdal-NOR (2011-2012): 25 jogos e 2 gols
Noruega (1995-2004): 76 jogos e 23 gols

Total: 606 jogos e 210 gols

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Boleiro Nostalgia: Denílson

Denílson chorando após a derrotana final da Copa do Mundo de 1998 para a França

O ano é 1994, o São Paulo jogava a Copa Conmebol, uma competição secundária que hoje deu lugar a Copa Sul-Americana. Sem muito interesse na competição, o São Paulo colocava um mistão formado por jovens como Juninho Paulista, Catê, Caio Ribeiro e principalmente um meia esquerda muito habilidoso que logo chamava a atenção da mídia com seus dribles desconcertantes e passagens em velocidade pela esquerda, Denílson logo de cara seria um dos destaques do título da competição em cima do Peñarol do Uruguai.

No ano seguinte foi vice-campeão Mundial Sub-20 com a Seleção Brasileira, mas sua história vencedora com a canarinho ainda estava no começo. Se firmou entre os titulares do Sçao Paulo apenas em 1997 durante o Paulistão. Graças a um regulamento estranho, o título não veio, mas suas assistências para Dodô e Aristizábal chamaram a atenção de Zagallo que o chamou para se juntar a estrelada Seleção Brasileira daquele ano, ao lado de Leonardo, Ronaldo, Romário, entre outras lendas, para três torneios que ficariam para sempre no coração dos brasileiros. O Torneio da França, a Copa América e a Copa das Confederações.


Denílson havia estreado em Novembro de 96 contra Camarões, mas foi nessas três competições que mantiveram seu nome na equipe por tanto tempo. Entre Junho e Dezembro, essas competições colocariam Denílson como nome certo na Copa do Mundo de 1998. O meia sairia com muito destaque e ainda desbancaria a dupla Ro-Ro levando o prêmio de melhor jogador da Copa das Confederações. Ganhou o coração são-paulino em 98, foi batendo o Corinthians na decisão do Campeonato Paulista, dando passe para os gols de Raí e França em sua despedida que Denílson saiu por cima do Brasil e iria para o Bétis como a maior transferência da história do futebol até então.


Na Espanha altos e baixos, o excesso de tempo no pequeno Bétis, a falta de trabalho com seu jogo tático e seu tratamento de rei o mimaram, Denílson foi por duas vezes o principal assistente da La Liga (1998-1999 e 2001-2002), teve passagem rápida e sem sucesso pelo Flamengo em 2000, ganhou duas Ramón de Carranza e uma Copa do Rei, saiu depois de sete temporadas como ídolo da equipe, campeão Mundial pela Seleção Brasileira, mas direto para uma decadência já esperada.


Passou um ano no Bordeaux sem sucesso, depois rodou por Al Nassr da Arábia Saudita e FC Dallas dos Estados Unidos sem sucesso até chegar no Palmeiras em 2008. No Verdão, nunca se firmou como titular, mas ficará sempre na lembrança o 2x0 contra o São Paulo tri-campeão no Brasileiro. Analisando hoje sua passagem pelo time do Parque Antártica, foi marcado pela irregularidade e por aparecer mais fora de campo do que dentro dele. Ao sair do Palmeiras, veio uma passagem frustrada pelo Itumbiara de Goiás, e outra relâmpago com o Hai Phong do Vietnã, com um jogo, um gol, uma atuação de gala e o jogador fugindo do país. Em Janeiro de 2010, sua última aventura, o Kavala da Grécia, sendo dispensado no mês seguinte por não emagrecer. Sem atuar Denílson saia do futebol longe do que lhe era esperado.

Títulos: Copa Conmebol: 1994 (São Paulo)
Copa Master da Conmebol: 1996 (São Paulo)
Copa América: 1997 (Brasil)
Copa das Confederações: 1997 (Brasil)
Campeonato Paulista: 1998 (São Paulo) e 2008 (Palmeiras)
Copa do Mundo: 2002 (Brasil)
Copa do Rei: 2004-2005 (Real Bétis)
Melhor Jogador da Copa das Confederações 1997


São Paulo-SP (1994-1998): 96 jogos e 8 gols
Real Bétis-ESP (1998-2000): 67 jogos e 5 gols
Flamengo-RJ (2000): 11 jogos e 3 gols
Real Bétis-ESP (2001-2005): 118 jogos e 8 gols
Bordeaux-FRA (2005-2006): 31 jogos e 3 gols
Al-Nassr-SAU (2006-2007): 15 jogos e 3 gols
FC Dallas-EUA (2007): 8 jogos e 1 gol
Palmeiras-SP (2008): 54 jogos e 7 gols
Itumbiara-GO (2009): 10 jogos e 1 gol
Xi Mang Hai Phong-VIE (2009): 1 jogo e 1 gol
Kavala-GRE (2010): não jogou
Brasil (1996-2003): 63 jogos e 8 gols
Total: 474 jogos e 48 gols


Habilidoso, cruel, era bancado como um dos futuros craques, a carreira vitoriosa e seu pseudo-sucesso na Espanha maquiam o que poderia ter sido, Denílson deu certo, mas não tanto quanto deveria ter dado pelo que foi confiado em seus dribles e avançadas mortais pelas pontas no fim dos anos 90.

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Boleiro Nostalgia: Brian Laudrup

Michael Laudrup popularizou o nome de sua família para o mundo inteiro, mas o tema desse texto é o seu irmão, menos famoso, para o seu país não menos importante, Brian Laudrup foi o herói da Euro de 1992 e fez a comemoração  da sereia na Copa da França em 1998 uma das mais famosas da história do futebol.

Ponta perigoso, veloz e de físico invejável, Brian foi um dos mais importantes jogadores da história de seu país. Para alguns é mais importante para a Seleção do que o próprio irmão, que é um dos maiores meias de todos os tempos.

Pela 'Dinamáquina', Brian jogou apenas uma Copa do Mundo e nela chegou a Seleção do torneio marcando dois gols em cinco jogos, comandando a fácil vitória sobre a Nigéria nas oitavas-de-final da Copa de 1998. Anteriormente, Laudrup havia sido campeão da Copa das Confederações em 1995 marcando um gol nas três partidas, mas foi na Euro de 1992 em que ele viveu seu melhor momento na carreira.

A Seleção da Iugoslávia foi excluída faltando apenas 11 dias para o início do torneio, dando por convite a vaga para a Dinamarca que viria desfalcada justamente de Michael Laudrup, na época titular absoluto e ídolo do Barcelona. Jogando de pivô e sem marcar gols, Brian comandou a desacreditada seleção ao título inédito ao lado de Larsen e Schmeichel.

Laudrup jogava no ataque pela direita, com Henrik Larsen na época meia do Lyngby-DIN vindo atrás como falso 9 e Flemming Plovsen, atacante do Borussia Dortmund-ALE ao lado de Brian. John Jensen e Kim Vilfort que faziam dupla no Brondby-DIN cobriam as avançadas dos alas John Sivebaek que jogava no Mônaco-FRA e Kim Christofte do Colônia-ALE.


Quatro anos depois, na Euro de 96, os dinamarqueses caíram na fase grupos, mas Brian se destacou marcando três gols em três jogos, sendo o jogador com a melhor média de gols do torneio.

Laudrup foi revelado pelo Brondby de seu país. Jogando por lá foi bi-campeão nacional,  que o levou até a Bundesliga Alemã. Em 1989, foi contratado pelo modesto Uerdingen sendo o principal jogador da equipe, os salvando do rebaixamento da Bundesliga ao fim da sua temporada de estreia.

O destaque lhe renderia o primeiro dos quatro prêmios de Melhor Jogador Dinamarquês do Ano e uma contratação pelo Bayern de Munique. Foram duas boas temporadas e um titulo de Supercopa Alemão na principal equipe bávara. Suas boas atuações o levaram a principal liga da época e em 1992, Laudrup chegava até a Fiorentina e ao Calcio. Mesmo com um setor ofensivo invejável formado por Effenberg-Laudrup-Baiano-

Batistuta, a defesa não dava a mesma confiança, rebaixando a equipe. Mesmo assim, Laudrup chamou atenção e foi contratado ao Milan por empréstimo. Nos rossoneros, o dinamarquês foi campeão italiano e da UEFA Champions League, mas sem muitas chances, a Fiorentina acabou vendendo, Brian ao Rangers da Escócia. Tri-campeão nacional, campeão da Copa, da Copa da Liga e duas vezes eleito melhor jogador do campeonato escocês, foi no Gers onde viveu seu melhor momento.

No fim da carreira teve passagens apagadas por Chelsea e Copenhagen, se despedindo com estilo no Ajax na temporada 1999-2000, jogando quase como um centroavante foram 15 gols em 38 jogos, sendo destaque de um Ajax que vinha mal nas últimas temporadas.
Brian realmente nunca foi tão bom quanto o irmão Michael, mas é injusto dizer que só fez sucesso pelo sobrenome, foi um ótimo e útil jogador, de estilo moderno e que caberia em vários esquadrões do mundo atual por sua pluralidade tática.

Títulos: Campeonato Dinamarquês: 1987 e 1988 (Brondby)
Supercopa Alemão: 1990 (Bayern de Munique)
Campeonato Italiano: 1993-1994 (Milan)
Liga dos Campeões da UEFA: 1993-1994 (Milan)
Campeonato Escocês: 1994-1995, 1995-1996 e 1996-1997 (Rangers)
Copa da Escocia: 1995-1996 (Rangers)
Copa da Liga Escocesa: 1996-1997 (Rangers)
Supercopa da UEFA: 1998 (Chelsea)
UEFA Euro: 1992 (Dinamarca)
Copa das Confederações: 1995 (Dinamarca)
Melhor Jogador Dinamarquês: 1989, 1992, 1995 1997
Seleção da UEFA Euro de 1992
Melhor Jogador da Copa das Confederações: 1995
Jogador do Ano - Escócia: 1994-1995 e 1996-1997
Jogador da Associação dos Atletas do Ano - Escócia: 1994-1995
Seleção da Copa do Mundo de 1998
FIFA 100

Hall da Fama da Seleção da Dinamarca
Hall da Fama do futebol escocês

Brondby-DIN (1986-1989): 52 jogos e 13 gols
Uerdingen-ALE (1989-1990): 34 jogos e 6 gols
Bayern de Munique-ALE (1990-1992): 63 jogos e 17 gols
Fiorentina-ITA (1992-1993): 35 jogos e 6 gols
Milan-ITA (1993-1994): 18 jogos e 2 gols
Rangers-ESC (1994-1998): 151 jogos e 44 gols
Chelsea-ING (1998): 11 jogos e 1 gol
Copenhagen-DIN (1999): 12 jogos e 2 gols
Ajax-HOL (1999-2000): 38 jogos e 15 gols
Dinamarca (1987-1998): 82 jogos e 21 gols

Total: 496 jogos e 127 gols